
Não há quem conheça uma bromélia em flor e não se apaixone por esta família. Sua graça está na diversidade das cores e formas de suas flores.. Como as orquídeas têm a sua diversidade de colecionadores, fotógrafos, adoradores e ilustradores. As ilustrações mais antigas deste vegetal são de Piso e Macgraf, holandeses que primeiro ilustram a flora brasileira, depois foi a vez de Frei Veloso que em preto e branco no bico de pena ilustrou uma diversidade enorme de bromélia. Porém nada em beleza se iguala a coleção de ilustrações de Margaret Mee. Naturalista inglesa que esteve por vários anos nas matas pelo Brasil ilustrando com singularidade as nossas bromélias.
Aqui, no entanto, vamos falar da utilidade destas plantas
para os brasileiros do século XIX através do trabalho dos farmacêuticos
Theodoro e Gusta Peckolt.
O Caroatá habitava terrenos desérticos no vale do São
Francisco e no Ceará.
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Gravatá |
Os indígenas extraiam das folhas uma fibra forte que
servia para o fabrico de redes. Este gênero foi estudado pela primeira vez pelo
botânico Gustave Johannes, que publicou seu trabalho em 1772 e depois Karlskrona,
um botânico da Escandinávia, publicou uma evolução do primeiro trabalho em
1811.
A espécie popularmente conhecida como Barba de Velho ou
Crina vegetal era usada para encher almofadas e colchoes. Para os pássaros,
Papa-moscas, eram úteis para fazer os ninhos.
A planta verde era usada em cozimento contra problema do
fígado; fervida com, banha é usada como anti-hemorroida, já a planta amassada
era usada contra hérnia.
Na medicina popular, os frutos do Caroatá é usado no
preparo de xaropes e chás contra gripe, tosse e pneumonia]
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do
Brasil (1888-1914).