sábado, 19 de maio de 2018

Composição antiasmática do Laboratório Catedral


A composição antiasmática Catedral, pelos componentes de sua formula preencher uma lacuna no arsenal terapêutico destinado ao tratamento da asma.
Lobelia inflata
A Lobelia inflata, pelo alcaloide a lobelina, e pelo seu óleo essencial, exerce uma ação notável sobre os espasmos do aparelho respiratório bem como na coqueluche e nos catarros da tosse.
O espinheiro age também como sedativo e antiespasmódico na asma, nas bronquites agudas, na coqueluche e nas afecções crônicas do aparelho respiratório.
A Passiflora é calmante e hipnótico brando, atua com a segurança, sendo inofensiva. Pois não deprime o coração e o sistema nervoso. É indicada com proveito na asma, nas tosses rebeldes e nas bronquites.
Esta é a formula do antiasmático do Laboratório Catedral. É remédio soberano nos resfriados, nas constipações, na tosse em geral, na asma, na coqueluche, nas bronquites. Deve ser usado quando houver febre, chiado no peito, tosse, rouquidão, bronquites com expectoração abundante.
É remédio contra a coqueluche.

Bibliografia: Guia Terapêutico da Medicina Vegetal do Laboratório Catedral.

B. Guertzenstein – Farmacêutico pela Universidade do Rio de Janeiro - 1940

domingo, 13 de maio de 2018

Agoniada medicamento para cólicas


A natureza oferece nesta planta um perfeito específico para as dores do útero e ovários. Seus efeitos são, de fato prodigiosos e constatam-se casos em que seu emprego tem evitado intervenções cirúrgicas.
Plumeria lancifoliata
A Agoniada nos primeiros ameaços de afecção daqueles órgãos evita o progresso do mal e sana prontamente  as inflamações, as metrites, inflamação do útero, endometrites, inflamação da mucosa uterina, e os corrimentos. Elimina as cólicas da mestruação e restaura a regularidade das regras mensais.
Esta planta tem propriedades tônicas e estomáquicas fortalece o organismo, cura a inapetência, as dores de cabeça, de cadeiras e do baixo ventre, o cansaço, gazes, prisão de ventre, tonteiras e a falta de animo para o trabalho que quase sempre se manifesta nas mulheres com problemas de útero e ovários. A benéfica e eficaz ação da Agoniada sobre a mucosa uterina e os ovarios é que lhe deu a fama de específico para útero e ovários.
O uso interno de Agoniada deve ser, as vezes, acompanhado com aplicações externas de barbatimão, em lavagens pela manhã e a noite.
O cozimento de 30grs da casca para um litro de água que pela fervura, deve ficar reduzido a metade, usado nas cólicas produz efeito purgativo, tendo efeito especial nas linfatites e adenites (inflamação das glândulas) bubões escrófulas e ingurgitamentos ganglionares. È um poderoso antipaludico e antiasmático.
Bibliografia: Guia Terapêutico da Medicina Vegetal do Laboratório Catedral.
B. Guertzenstein – Farmacêutico pela Universidade do Rio de Janeiro - 1940

domingo, 6 de maio de 2018

Bicuiba é remédio do caule a semente.


Myristica becuhyba, Schott. Popularmente conhecida como Bicuiba de folha miúda, Bicuiba caa-mirim, Becuiba, Moscadeira do Brasil.

É árvore que cresce em abundancia na Mata Atlântica. Na Mata virgem, alcança de 15 a 25 metros de altura com caule de 1 a 1 ½ de diâmetro, com ramos lisos. Folhas alternas, destrinchadas, a face superior glabra e na inferior pelugionosa, inflorescência axilar em racimos pequenos o fruto é uma baga drupácea lustosa, do tamanho de uma jaboticada, com o pericarpo de cor verde alaranjado na face externa e na interna, cor de laranja, quando madura; fendendo-se em dois seguimentos e encerrando uma semente revestida, de um arilo delgado, multipartido, çluzido e de cor carmesim; a semente é de cor amarela esbranquiçada, cheia de veias pardas e finíssimas.
Do caule exsuda por incisão uma grande quantidade de um suco cor de sangue vivo que o povo chama de Sangue de bicuiba, de consistência xaroposa, de reação ácida.
Este liquido é inodoro, de sabor fortemente adstringente, miscível com água em todas as proporções e deixando em deposito depois de algum tempo de repouso certa quantidade de uma substancia resinosa; pela adição de álcool, separa-se deste suco muita substancia gomosa.
A seiva seca no tronco forma laminas, filamentos e perolas transparentes, de cor de rubi, assemelhando-se a goma kino.
A entrecasca é muito fibrosa e de cor vermelha clara; sem aroma e tem sabor adstringente áspero e um tanto nauseoso.
A semente isolada do arilo acha-se protegida por uma casca fian, coriácea e de cor cinzenta escura, tendo a amêndoa branca e exteriormente compacta, apresentando internamente uma massa oleosa de cor amarela escura, mesclada de pontos brancos e partículas, inodora, de sabor levemente amargo muito adstringente.
O povo extrai destas sementes, por expressão ou fervura, uma substância gordurosa de consistência da banha, denominada óleo de bicuiba, manteiga ou unguento de Bicuiba, de cor amarela escura ou pardacenta, que é usado para vários fins medicinais e usos domésticos.
É usado em fricções nas cólicas, nas dores reumáticas, nas moléstias da pele, nas boubas, nas feridas produzidas pelo bicho de pé, no cancro, na erisipela, nas cólicas internas, na obstrução do baço, nas dores nevrálgicas e em pomada nas hemorroidas.
A casca da árvore é usada interna e externamente como adstringente na dose de 60grs para 1 l de coadura que dá-se aos cálices, para combater as diarreias e as disenterias, nas hemoptises; em injecções nas leucorréias e nas blenorragias.
O extrato aquoso é empregado nas quebraduras, sendo renovado de 5 em 5 dias.
A casca, reduzida a pós, é usada para tratamento de umbigo ulcerado das crianças.
O cozimento de quatro sementes em meia garrafa de água é usada na dose de um cálice em cada refeição, como estomacal.
Para combater as cólicas os sertanejos empregam o cozimento de três sementes torradas e contusas em um copo de água, para ser tomado quente.
O povo considera as sementes de bicuiba como bom para tirar mau hálito, para o que é suficiente mascar uma semente. Dizem que por mascar diariamente metade de uma semente a memoria se fortifica, mas quem mastiga algumas de uma só vez se intoxica.
Nas mordeduras de cobra de usa o macerato de três sementes contusas em uma xicara de aguardente misturada com outro tanto de água, que é tomado de 15 em 15 min até completar a cura, aplicando-se ao mesmo tempo o bagaço das sementes contusas sobre a ferida produzida pelo réptil.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 22 de abril de 2018

Ucauba combate às caries e o reumatismo


Myristica sebifera, Swartz. Ucuuba de sebo, Ucuuba, Árvore de Sebo. Árvore de graxa, Árvore de cera. É uma bonita árvore de 15m de altura sobre 1, ½ a 3 m de grossura, com casca grossa, de cor cinzenta e ramos cilíndricos, quando novos cobertos de pelos macios, cor de ferrugem; tem as folhas alternas, ovais ou oblongas, agudas , de base cordiforme, com a face superior lisa e a
Myristica sebifera, Ucuuba
inferior coberta de um cotanilho de cor avermelhada. O fruto é arredondado carnoso.
Habita os terrenos úmidos dos estados de São Paulo, Minas, Goiás, Alagoas, Piauí, Pará e Amazonas.
É planta muito útil para os índios. Os habitantes das margens do Amazonas usam sua semente em vez de velas e os pescadores as usam a noite como archote por causa da luz clara e persistente.
Os índios para obterem a substancia gordurosa das sementes secas, separam o seu arilo, depois reduzida a pó, fervem com água e a proporção que a matéria gordurosa se separa eles retiram com uma colher a camada que sobe o liquido gorduroso.
Ao esfriar a substancia gordurosa torna-se um sebo de cor amarela escura. Este sebo é usado para a iluminação como vela que queima uma chama clara azulada.
Pela expressão das sementes reduzidas a pó, se obtém duas partes distintas uma quase liquida e a outra solida branca, muito boa para o fabrico de velas.
Esta substancia é de grande importância para a indústria, podendo ser misturada com outras matérias gordurosas para vários fins industriais.
Na medicina popular a substancia gordurosa é usada em fricções para combates às afecções reumáticas e as contusões, na forma de supositório é usada para as hemorroidas.
Da casca da árvore se obtém por incisão uma seiva transparente de cor vermelha que é usada como um bom adstringente, para combater as aftas, carie dos dentes, gripes, gargarejo nas anginas e em loção nas erisipelas.
A infusão das folhas é usada nas dispepsias e nas colicas flatulentas.
O cozimento da casca é muito usado para curativos de ulceras rebeldes.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 15 de abril de 2018

Para pintar ou curar é preciso usar batata brava


Cissampelos fasciculata, Benth, erva mãe boa, batatinha, caapeba, batata brava, batata da uva do mato, abutua de batata, Butua, Abutua.
Cissampelos
É uma trepadeira de ramos flexuosos e tortuosos profundamente sulcado, pilosos, de cor esbranquiçada quando novos e depois um tanto lisos e de cor frutiginosa; com as folhas curtas, arredondadas ou largamente cordiforme, no ápice rotundas ou ligeiramente chanfradas, obtusas: na base truncadas ou na sinuosidade abertas e profundamente cordiformes, no ápice rotundas ou ligeiramente chanfradas obtusas, na base truncadas ou n a sinuosidade abetas e profundamente cordiformes.
Habita os estados da região sudeste e floresce em fevereiro. Os frutos maduros são muito apreciados como gulodice e o seu suco é usado como refrigerante.
As folhas frescas servem para colorir o de preto o tecido de algodão; o suco expresso das folhas é usado as colheres de chá contra as diarreias e as de sopa na leucorréias e gonorreia.
A cataplasma das folhas contusas é considerada como antigalactogenica, quando aplicada sobre os seis da mulher.
A raiz tem vários tamanhos as vezes 20cm de comprimento outras vezes apenas 12cm protegida por cutícula fibrosa de cor escura avermelhada; cortada em sentido transversal, nota-se na sua superfície um grande numero de raios e uma medula amarelada que pela exposição ao ar torna-se parda.
Esta raiz é considerada tônica, desobstruente, febrífuga e brando adstringente.
É usada na metrorragia, na leucorréias, nas afecções da bexiga na albuminuria sob a forma de cozimento feito com 100grs da raiz para 500 de coadura. Usada na dose de 3-14 cálices por dia.
A alcoolatura feita com 1 parte de raiz fresca para 2 de álcool a 40ºC, é empregada na dose de 8-10 gotas três vezes ao dia.
A resina mole e o ácido resinoso são sem aroma e sabor; a pelosina ou buxina cristalizada é o principio margo da planta; o ácido cissampelos tanino dá com os sais de ferro, coloração preta.
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 8 de abril de 2018

Bibiru é um antibiótico natural


Nectandra leucanta, Naes é uma bonita e elegante árvore, atingindo entre 20 e 30m de altur, com os ramusculos novos cobertos de um cotanilho pardo escuro e as folhas pininervais, lisas, coriáceas, opostas, ovais ou oblongas um tanto aguda com os bordos recurvados.

A casca que existe no comércio é nodosa. De sabor adstringente e amargo;
Os índios usam a casca em pó ou em cozimento para combater a febre intermitente, servindo também para tingir de amarelo seu artesanato.
A partir de 1832 a casca de Bibiru na matéria medica empregando-a como tônico em forma de vinho
O Dr Hugh Rodie fez análise da casca da planta e obteve substancias cristalizadas que denominou Bibirina e a empregou com bons resultados contra a febre intermitente no lugar do quinino, que no século XIX tinha preço elevado no comércio.
Dois anos depois o químico Douglas Maclaga, de Edimburgo, analisou as cascas de Bibiru e achou o mesmo principio ativo de Rodie, denominado de Beberina. Além deste alcaloide achou-se o ácido Sipirina ou ácido beberico.
Em 1870, Maclagan fez analise nas cascas de Bibiru e isolaram dois alcaloides, a bibirina e a nectandrina.
O sulfato de beberina entra na composição das afamadas Gotas de Warburg. Que é considerada um bom antifebril.
A madeira de cerne esverdeado tem varias aplicações na marcenaria e nas construções navais.
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 1 de abril de 2018

Canela sassafrás é antiartrítico natural


Ocotea odorífera, já foi chamada cientificamente de Mespilodaphne sassafrás, Meissn. Seu nome popular mais comum é Canela sassafrás, também conhecida como Canela funcho, Sassafrás, Louro sassafrás.

Era uma árvore muito comum na paisagem urbana do Rio de Janeiro no século XIX. Bonita sempre viçosa, verdejante, de ramos eretos, folhas coriáceas em tom verde escuro luzidia na face superior e verde claro na inferior.
Inflorescência em racimos, de flores hermafroditas, de cor branca e muito cheirosa. O fruto é uma baga um pouco carnosa, do tamanho de uma azeitona oval, de cor amarela avermelhada, lustrosa quando madura, imersa até o meio em uma cupola, dura, um tanto lenhosa e de cor verde escura,.
Toda a planta é aromática, sendo as folhas, em pequena proporção. É um excitante aromático e antiartritico.
As flores também são aromáticas e fornecem pela destilação um óleo essencial de cor esverdeada, de aroma particular lembrando a flor de laranjeira e jasmim, de sabor acre.
O óleo essencial das flores e das folhas poderiam servir com grandes vantagens na confecção de perfumarias e bem mereciam fazer parte da terapêutica brasileira por causa de suas propriedades medicinais apregoada pelo povo.
Normalmente é usada em fricções nas nevralgias e nas dores reumáticas; é tido como excelente inseticida.
O cozimento das raspas da madeira é considerado ótimo depurativo.
A casca da raiz é aromática e contem bastante óleo essencial; é usada em cozimento de 100 grs para um litro de coadura, na dose de alguns cálices por dia para combater o reumatismo.
Tanto as cascas da árvore como as da raiz são consideradas sudorificas e diuréticas.
A madeira é considerada de inferior qualidade e pouco usada na construção civil. Sua cor é amarela raiada de veios escuros, porosa.
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).