segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O Figo do Paraiso tem a pátria nas arábias

Seu nome científico é Musa paradisíaca, L. Seu nome popular pode ser: Banana pequena, Figo do paraíso, Pomo de Adão, Pomo maçã, Maça do paraíso, Figueira de Adão, Banana de São Thomé.
A pátria da bananeira perde-se no tempo. Em todos os países de clima tropical ela existe e é cultivada.

A sua cultura é generalizada desde tempo antigo na índia ocidental, sendo assim, podemos considerar esta sua pátria nativa, já que deste país se espalhou para o mundo tropical onde se aclimatou e se desenvolveu.
O médico árabe Abd-Allatif diz que a primeira bananeira foi trazida da ìndia pelos árabes que a introduziram no seu pais, e daí transportada para o Egito.
No brasil foi introduzida pelos portugueses que a trouxeram da Ilha de São Thomé de onde vem seu nome popular mais conhecido. Hoje este tipo de banana está espalhado por todo Brasil.
A banana de São Thomé pode ter sua casca de cor amarelo claro, roxeada ou avermelhada.
Ds muitos tipos de banana que chegaram ao Brasil com os portugueses podemos destacar: banana prata, Musa argenta; banana maçã , também conhecida como banana pedra, pois sua parte carnosa , pode formar no centro pedaços mais duros, o que não acontece com a banana prata.
Banana maçã roxa, é uma variedade, cuja casca tem a coloração arroxeada, porém sua parte interna não é tão macia e aromática quanto a banana maçã.
A banana ouro, bananinha ou Pisango real é a menor das bananas do nosso país. Sempre foi uma variedade pouco cultiva por ser pouco rentável. No entanto seus frutos podem ser os mais doces.
Na medicina popular o sumo extraído das bananeiras são usados como anticoagulante para evitar hemorragia  decorrente da castração de animais.
Usa-se também em adultos e crianças como cicatrizante de ferimentos e ulceras diversas.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 26 de novembro de 2017

A bananeira de Madagascar é legume para os nativos

Esta elegante bananeira, é oriunda da Madagascar, foi introduzida no brasil desde muitos anos, como planta de ornamentação para os jardins, e na época e no século XIX já estava perfeitamente aclimatada no Brasil. É encontrada em muitos jardins públicos e privados em quase todo território brasileiro.

A planta quando nova não apresenta colmo algum, porém depois de bem desenvolvida forma uma haste lenhosa que atinge de 3 a 4 metros e as vezes 8 m de altura, marcada de cicatrizes deixadas pelas folhas caidiças, tendo a parte superior 20 a 30 folhas , opostas, com os pecíolos de 60 a 90 cm de comprimento, grossos, aproximados, suculentos, em feitio de bainha, formando pela sua justaposição no colmo e maneira como se acham dispostas as folhas que são inteiras, um grande leque.
E Madagascar empregam os grelos da planta como um bom legume, e as folhas para alimentar os animai; com as sementes reduzidas a farinha e fervidas com leite fazem um mingau.Com o arilo extraem uma substancia oleosa que serve para iluminação.
As bainhas das folhas formam pela sua junção um reservatório, de onde extraem-se um liquido aquoso que se acumula em grande parte pelas chuvas, o qual pode ser obtido desde que se perfure a base do pecíolo, é límpido, transparente, de sabor particular, um tanto áspero de sabor, mas que não é desprezado na falta de água para mitiga a sede dos viajantes e por isso este é o seu nome na ilha de Madagascar, Árvore do Viajante.
As sementes também são usadas para alimentação, mas não se justifica o cultivo, pois a alimentação brasileira tem outros grãos bem mais nutritivos.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

sábado, 18 de novembro de 2017

O óleo essencial do Vetiver é usado na indústria de perfumes e cosméticos

Andropogon squarrosus, Linn é a vetiveria odorata do passado. Popularmente conhecido como Vetiver, Capim da raiz cheirosa, Grama das Índias, grama cheirosa, Kus-Kus, Vitbevayr.
É um capim oriundo da Índia, mas acha-se tão cultivado e espalhado no Brasil, que cresce espontaneamente em muitos lugares do país.
Capim Vetiver
Os seus colmos reunidos em grande numero são as vezes formados pela reunião das folhas que se adaptam em feitio de leque na parte inferior, muito aproximadas, de 1 a 2 metros de altura, com as folhas de 0,20 a 1,50 cm de comprimento sobre 5 cm de largura dobradas em duas formando uma goteira, rígidas, agudas, com as margens ásperas e serradas, de cor verde escura na face superior e listrada de branco na inferior; inflorescência em panicula, verticilada, no ápice do colmo, de 30 cm ou menos de altura, com numero de pequenas flores, com as espiguetas  de cor roxeada.
Raiz de Vetiver
As raízes são de 5 a 30cm de comprimento sobre 1-2 mm de diâmetro, lustrosa, fortes, flexíveis, com a epiderme de cor amarela pálida, separando-se com facilidade, e a parte central lenhosa e fibrosa, de aroma agradável particular, um tanto semelhante ao  do sândalo e ao da mirra, principalmente depois de atritadas e umedecidas, de sabor levemente amargo um tanto picante e aromático, não desagradável.
Estas raízes contem um óleo essencial que varia a porcentagem conforme o lugar onde é cultivada, e segundo a época da sua colheita.
A essência de vetiver é muito usada na perfumaria; com ela preparam um extrato dissolvendo 60 grs de óleo essencial em 4 ½ litros de espirito.
A tintura medicinal de vetiver é feita com 2kg de raízes secas e contusas e 4 ½ litros de álcool.
O extrato dos perfumistas, a essência ou tintura, todos fazem parte de um grande numero de produtos aromáticos muito apreciados na perfumaria, e deve-se aquela essência a grande aceitação que tem muitos perfumes.
A tintura é usada como medicamento na dose de 20 a 40 gotas nas enxaquecas e na histeria.
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A história da Cana de Açúcar na sua origem

A maioria dos botânicos estão de acordo que a pátria da cana de açúcar é a China e a Índia pois é de lá que vem as noticias mais antigas sobre a sua cultura nestes países, ainda que outros profissionais  defendam que a pátria da planta e a Oceania e América. Certo mesmo é que a cana não foi encontrada no Novo Mundo,  originalmente, mas foi trazida no correr da conquista e colonização.

A palavra Saccharum vem, segundo os etiologistas, do sânscrito. Já Dioscorides  menciona o açúcar com o nome de Saazaron, e Plínio de Sacharon; mas pela descrição que estes naturalistas fazem é de supor-se que ele diferia do que é hoje usado.
Os índios do Brasil não conheciam antes da descoberta a cana de açúcar, mas depois que foi introduzida pelos estrangeiros eles a dominarão. Primeiro chamaram Tacoorá-cem . Denominação dada pelo povo Tacomarê, depois denominaram Ubá, que se refere a uma planta da mesma família, e que tinha muita semelhança com a cana de açúcar hoje conhecida.
Na Europa o açúcar ficou muito conhecido no tempo das guerras de Alexandre o Grande, e já desde de muito séculos ele era usado no Ocidente como medicamento. No tempo das Cruzadas era levado pelos venezianos do oriente para a Europa setentrional, tornando-se em 996 um comercio muito rentável, pois o consumo do produto foi se generalizando, neste século o consumo era restrito a Arábia, Siria e Egito.

No século  XII a cana de açúcar foi plantada na Cicília, Itália, em Provença e em Portugal; já nos meados do século XIV a planta estava bem espalhada por todo o Mediterrâneo, mas foi abandonada devido ao clima. A sua introdução na ilha da Madeira em 1420, pelo infante D. Henrique que ordenou o seu cultivo na ilha. Neste local a planta encontrou clima apropriado para o seu desenvolvimento espalhando-se para as Canarias, para a Ilha de São Thomé e na Espanha para as ilha de Andaluzia depois para Valença e Granada.
Com o descobrimento do Novo Mundo, por Cristovão Colombo, em 1506 Pedro de Arrança levasse a cana de açúcar para a Ilha Espanhola hoje conhecida como São Domingos, América central. Nesta ilha o desenvolvimento foi progressivo, em 1518 já existe nesta ilha 28 usinas de açúcar, tornando-se tão fabulosos os rendimentos dos impostos sobre este gênero, que os majestosos palácios mandados construir por Carlos V em Madrid e em Toledo, foram pagos com os impostos da cana de açúcar.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).



sábado, 4 de novembro de 2017

Arroz é parte da alimentação humana a mais de três milênios.

Arroz é uma planta anual que desde mais de três milênios constitui alimento principal dos povos da Ásia, África e América e mais modernamente de muitos habitantes da Europa.
A sua pátria é a Índia, ainda que alguns historiadores considerem sua origem na China.
Na Europa o arroz era pouco conhecido no tempo de Dioscoride e de Plinio, vulgarizando seu uso e cultura viajou toda o Egito, Itália e Espanha e América no período das conquistas.
No Brasil a sua existência data, segundo Gabriel Soares, desde o meados do século XVII. Veio a ilha de Cabo verde para a Bahia, onde foi muito cultivado e daí espalhou-se para os demais estados.
Em 1750, o arroz era cultivado em grande escala em Pernambuco, no planalto de Garanhuns onde por todo o século XVIII foi conhecida como a terra do arroz.; 1777 o governador José Cesar de Menezes recomendou aos senadores e deputados que promovessem a cultura de arroz.
No século XIX a província de Pernambuco exportava uma pequena quantidade de arroz para a Bahia. A partir de 1816 a cultura foi se desenvolvendo e passando seu cultivo a outros estados. Sua fácil propagação em terrenos pantanosos levou seu cultivo ao Mato Grosso, Pará e Amazonas, para encontrar seus grandes produtores da atualidade no Rio Grande do Sul.
De todas as gramíneas é o arroz a que no mundo tem maior consumo como alimento para os povos.
Uma variedade de arroz que rendeu muita notícia no brasil do século XIX e XX foi o arroz de sequeiro normalmente plantado em montanhas . Sua vantagem é ter um grão mais transparente e amadurece um mês mais cedo que o arroz alagado.
Só no reino do Sião no século XX a cultura de arroz contava com mais de 40 variedade que se propagaram pelo mundo.
Nas Filipinas o principal alimento do povo é o arroz cuja principal variedade é a Binambang.
Os terrenos preferidos pelo arroz são férteis em consequência da decomposição efetuada pelas águas naturais. Sendo assim, a planta só prospera em terrenos que possam ser facilmente inundados.
Omo força alimentícia, não há vantagem alguma em juntar a farinha de arroz com a de trigo.
Os índios asiáticos preparam com a farinha de arroz o vinho de coco um pão muito apreciado por eles e denominado Apê.
Na Índia, é ingrediente principal de uma bebida chamada Sakki ou Samim e os japoneses fazem um vinho denominado Taki; na China e na Malásia o arroz com caldo de cana e a seiva de certas palmeiras se obtém uma bebida alcoólica chamada de Arak.
Á água de arroz é muito conhecida para tirar as sardas do rosto.
O amido de arroz é usado no fabrico de diferentes doces, porém seu principal emprego é na perfumaria e na farmácia.

BibliografiaPeckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

sábado, 28 de outubro de 2017

Entre a cidreira e o limão fica o cheiro do Capim Limão

Capim barata, Jacapé, Capim cidreira, Capim limão, Barba de boi, Paraturá, é o Killingia odorata, Vahla
Esta planta apresenta um curto rizoma com raízes delegadas e fortes, espalhadas em diversos sentidos; dele parte um grande número de rebentos que constituem os colonos, formando conforme a idade do vegetal, uma grande soqueira.
Estes colmos são cilíndricos na parte interna é de cor branca esverdeada, vemente amarelada, violácea purpura próximo da base.
As folhas mais antigas não tem bainha tão pulverulenta e são maior parte marcadas numa margem por friso de cor mais ou menos ruiva.
É uma planta nativa do Pará ao Rio de Janeiro.
As folhas do capim cheiros e os rebentos possuem um aroma forte, agradável semelhante ao da erva cidreira r ao do limão; tem um sabor adocicado a principio e depois ligeiramente amargo, picante, muito parecido com o das cascas do limão, mas não tão forte, porém, mais agradável, e o da parte interna do colmo mais adocicado do que amargo.
As folhas secas perdem completamente o aroma, permanecendo porém, um sabor levemente amargo.
A época do ano apropriada para a obtenção de óleo essencial é no meados de Agosto – Setembro, sento necessário colher a planta antes da inflorescência.
Para usos medicinais deve-se empregar a planta fresca; a alcoolatura, a infusão e o hidrolato são as únicas formulas farmacêuticas.
As folhas de capim cheiroso são vulgarmente usadas como aromáticas, antiespamodicas, diuréticas, diaforéticas, cientificamente se provou carminativa, ou seja facilita expulsão de gases do estomago; acalma as gastralgias e por isso são excitante estomáquico.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).


sábado, 21 de outubro de 2017

Alface D’ Água já era conhecida no antigo Egito

Pistia stratioces, Lin é planta encontrada na superfície das águas tranquilas, ocupando grande extensão e formando tapetes verdes.
Alface d'água
As suas folhas são dispostas em rosetas e as radicais tem pecíolo maior e mais largo do que as outras; são espatuladas, obtusas, com a face superior da cor verde aveludada, pulverulentas, tendo 7 nervuras simples e longitudinais; a face inferior é de cor verde pálida esbranquiçada e cutanilhosa; as folhas radicais tem 9 cm de comprimento sobre 2cm de largura; as folhas radicais tem 9 cm de comprimento sobre 2cm de largura na base e 6cm no ápice.
A multiplicação desta planta é muito curiosa. Geralmente desenvolve-se no individuo em pequeno rebento em forma de pecíolo que atinge as vezes 7cm e mais de comprimento sobre 5 milímetros de largura, emitindo na parte superior uma ou mais folhas que se desenvolvem a medida que a planta cresce até atingirem seu tamanho natural, e assim por diante vão constituindo outros indivíduos em varias direções, aos quais se acham ligados formando um conjunto de muitas plantas.


Este vegetal é o stratotes dos antigos egípcios e tinha fama de tornar a água, onde ela vegetal, nociva a saúde produzindo cólicas, desinteiras e febres palustres, propriedades essas que julgamos ser provavelmente produzidas pela água estagnada e não pela planta, que, ao contrário, pela vegetação a água torna-se límpida e cristalina, caso a água seja poluída o vegetal não se desenvolve e morre.[
As folhas são usadas em infusão, de 30 grs. para ½ l de água fervendo, que é dada em colheres de sopa na hematúria, nas hemoptises, na diabetes insipida, nos tumores erisipelatosos, na disenteria e nas afecções antiherpicas; o suco das folhas é acre, mucilaginoso e dizem que na dose de uma colher das de chá, de hora em hora, misturado com um pouco d’água, é de ação mais eficaz nas doenças mencionadas.
A planta fresca contusa é usada sob a forma de cataplasma como emoliente e também para resolver os tumores purulentos e os furúnculos.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).