segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O Figo do Paraiso tem a pátria nas arábias

Seu nome científico é Musa paradisíaca, L. Seu nome popular pode ser: Banana pequena, Figo do paraíso, Pomo de Adão, Pomo maçã, Maça do paraíso, Figueira de Adão, Banana de São Thomé.
A pátria da bananeira perde-se no tempo. Em todos os países de clima tropical ela existe e é cultivada.

A sua cultura é generalizada desde tempo antigo na índia ocidental, sendo assim, podemos considerar esta sua pátria nativa, já que deste país se espalhou para o mundo tropical onde se aclimatou e se desenvolveu.
O médico árabe Abd-Allatif diz que a primeira bananeira foi trazida da ìndia pelos árabes que a introduziram no seu pais, e daí transportada para o Egito.
No brasil foi introduzida pelos portugueses que a trouxeram da Ilha de São Thomé de onde vem seu nome popular mais conhecido. Hoje este tipo de banana está espalhado por todo Brasil.
A banana de São Thomé pode ter sua casca de cor amarelo claro, roxeada ou avermelhada.
Ds muitos tipos de banana que chegaram ao Brasil com os portugueses podemos destacar: banana prata, Musa argenta; banana maçã , também conhecida como banana pedra, pois sua parte carnosa , pode formar no centro pedaços mais duros, o que não acontece com a banana prata.
Banana maçã roxa, é uma variedade, cuja casca tem a coloração arroxeada, porém sua parte interna não é tão macia e aromática quanto a banana maçã.
A banana ouro, bananinha ou Pisango real é a menor das bananas do nosso país. Sempre foi uma variedade pouco cultiva por ser pouco rentável. No entanto seus frutos podem ser os mais doces.
Na medicina popular o sumo extraído das bananeiras são usados como anticoagulante para evitar hemorragia  decorrente da castração de animais.
Usa-se também em adultos e crianças como cicatrizante de ferimentos e ulceras diversas.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 26 de novembro de 2017

A bananeira de Madagascar é legume para os nativos

Esta elegante bananeira, é oriunda da Madagascar, foi introduzida no brasil desde muitos anos, como planta de ornamentação para os jardins, e na época e no século XIX já estava perfeitamente aclimatada no Brasil. É encontrada em muitos jardins públicos e privados em quase todo território brasileiro.

A planta quando nova não apresenta colmo algum, porém depois de bem desenvolvida forma uma haste lenhosa que atinge de 3 a 4 metros e as vezes 8 m de altura, marcada de cicatrizes deixadas pelas folhas caidiças, tendo a parte superior 20 a 30 folhas , opostas, com os pecíolos de 60 a 90 cm de comprimento, grossos, aproximados, suculentos, em feitio de bainha, formando pela sua justaposição no colmo e maneira como se acham dispostas as folhas que são inteiras, um grande leque.
E Madagascar empregam os grelos da planta como um bom legume, e as folhas para alimentar os animai; com as sementes reduzidas a farinha e fervidas com leite fazem um mingau.Com o arilo extraem uma substancia oleosa que serve para iluminação.
As bainhas das folhas formam pela sua junção um reservatório, de onde extraem-se um liquido aquoso que se acumula em grande parte pelas chuvas, o qual pode ser obtido desde que se perfure a base do pecíolo, é límpido, transparente, de sabor particular, um tanto áspero de sabor, mas que não é desprezado na falta de água para mitiga a sede dos viajantes e por isso este é o seu nome na ilha de Madagascar, Árvore do Viajante.
As sementes também são usadas para alimentação, mas não se justifica o cultivo, pois a alimentação brasileira tem outros grãos bem mais nutritivos.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

sábado, 18 de novembro de 2017

O óleo essencial do Vetiver é usado na indústria de perfumes e cosméticos

Andropogon squarrosus, Linn é a vetiveria odorata do passado. Popularmente conhecido como Vetiver, Capim da raiz cheirosa, Grama das Índias, grama cheirosa, Kus-Kus, Vitbevayr.
É um capim oriundo da Índia, mas acha-se tão cultivado e espalhado no Brasil, que cresce espontaneamente em muitos lugares do país.
Capim Vetiver
Os seus colmos reunidos em grande numero são as vezes formados pela reunião das folhas que se adaptam em feitio de leque na parte inferior, muito aproximadas, de 1 a 2 metros de altura, com as folhas de 0,20 a 1,50 cm de comprimento sobre 5 cm de largura dobradas em duas formando uma goteira, rígidas, agudas, com as margens ásperas e serradas, de cor verde escura na face superior e listrada de branco na inferior; inflorescência em panicula, verticilada, no ápice do colmo, de 30 cm ou menos de altura, com numero de pequenas flores, com as espiguetas  de cor roxeada.
Raiz de Vetiver
As raízes são de 5 a 30cm de comprimento sobre 1-2 mm de diâmetro, lustrosa, fortes, flexíveis, com a epiderme de cor amarela pálida, separando-se com facilidade, e a parte central lenhosa e fibrosa, de aroma agradável particular, um tanto semelhante ao  do sândalo e ao da mirra, principalmente depois de atritadas e umedecidas, de sabor levemente amargo um tanto picante e aromático, não desagradável.
Estas raízes contem um óleo essencial que varia a porcentagem conforme o lugar onde é cultivada, e segundo a época da sua colheita.
A essência de vetiver é muito usada na perfumaria; com ela preparam um extrato dissolvendo 60 grs de óleo essencial em 4 ½ litros de espirito.
A tintura medicinal de vetiver é feita com 2kg de raízes secas e contusas e 4 ½ litros de álcool.
O extrato dos perfumistas, a essência ou tintura, todos fazem parte de um grande numero de produtos aromáticos muito apreciados na perfumaria, e deve-se aquela essência a grande aceitação que tem muitos perfumes.
A tintura é usada como medicamento na dose de 20 a 40 gotas nas enxaquecas e na histeria.
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A história da Cana de Açúcar na sua origem

A maioria dos botânicos estão de acordo que a pátria da cana de açúcar é a China e a Índia pois é de lá que vem as noticias mais antigas sobre a sua cultura nestes países, ainda que outros profissionais  defendam que a pátria da planta e a Oceania e América. Certo mesmo é que a cana não foi encontrada no Novo Mundo,  originalmente, mas foi trazida no correr da conquista e colonização.

A palavra Saccharum vem, segundo os etiologistas, do sânscrito. Já Dioscorides  menciona o açúcar com o nome de Saazaron, e Plínio de Sacharon; mas pela descrição que estes naturalistas fazem é de supor-se que ele diferia do que é hoje usado.
Os índios do Brasil não conheciam antes da descoberta a cana de açúcar, mas depois que foi introduzida pelos estrangeiros eles a dominarão. Primeiro chamaram Tacoorá-cem . Denominação dada pelo povo Tacomarê, depois denominaram Ubá, que se refere a uma planta da mesma família, e que tinha muita semelhança com a cana de açúcar hoje conhecida.
Na Europa o açúcar ficou muito conhecido no tempo das guerras de Alexandre o Grande, e já desde de muito séculos ele era usado no Ocidente como medicamento. No tempo das Cruzadas era levado pelos venezianos do oriente para a Europa setentrional, tornando-se em 996 um comercio muito rentável, pois o consumo do produto foi se generalizando, neste século o consumo era restrito a Arábia, Siria e Egito.

No século  XII a cana de açúcar foi plantada na Cicília, Itália, em Provença e em Portugal; já nos meados do século XIV a planta estava bem espalhada por todo o Mediterrâneo, mas foi abandonada devido ao clima. A sua introdução na ilha da Madeira em 1420, pelo infante D. Henrique que ordenou o seu cultivo na ilha. Neste local a planta encontrou clima apropriado para o seu desenvolvimento espalhando-se para as Canarias, para a Ilha de São Thomé e na Espanha para as ilha de Andaluzia depois para Valença e Granada.
Com o descobrimento do Novo Mundo, por Cristovão Colombo, em 1506 Pedro de Arrança levasse a cana de açúcar para a Ilha Espanhola hoje conhecida como São Domingos, América central. Nesta ilha o desenvolvimento foi progressivo, em 1518 já existe nesta ilha 28 usinas de açúcar, tornando-se tão fabulosos os rendimentos dos impostos sobre este gênero, que os majestosos palácios mandados construir por Carlos V em Madrid e em Toledo, foram pagos com os impostos da cana de açúcar.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).



sábado, 4 de novembro de 2017

Arroz é parte da alimentação humana a mais de três milênios.

Arroz é uma planta anual que desde mais de três milênios constitui alimento principal dos povos da Ásia, África e América e mais modernamente de muitos habitantes da Europa.
A sua pátria é a Índia, ainda que alguns historiadores considerem sua origem na China.
Na Europa o arroz era pouco conhecido no tempo de Dioscoride e de Plinio, vulgarizando seu uso e cultura viajou toda o Egito, Itália e Espanha e América no período das conquistas.
No Brasil a sua existência data, segundo Gabriel Soares, desde o meados do século XVII. Veio a ilha de Cabo verde para a Bahia, onde foi muito cultivado e daí espalhou-se para os demais estados.
Em 1750, o arroz era cultivado em grande escala em Pernambuco, no planalto de Garanhuns onde por todo o século XVIII foi conhecida como a terra do arroz.; 1777 o governador José Cesar de Menezes recomendou aos senadores e deputados que promovessem a cultura de arroz.
No século XIX a província de Pernambuco exportava uma pequena quantidade de arroz para a Bahia. A partir de 1816 a cultura foi se desenvolvendo e passando seu cultivo a outros estados. Sua fácil propagação em terrenos pantanosos levou seu cultivo ao Mato Grosso, Pará e Amazonas, para encontrar seus grandes produtores da atualidade no Rio Grande do Sul.
De todas as gramíneas é o arroz a que no mundo tem maior consumo como alimento para os povos.
Uma variedade de arroz que rendeu muita notícia no brasil do século XIX e XX foi o arroz de sequeiro normalmente plantado em montanhas . Sua vantagem é ter um grão mais transparente e amadurece um mês mais cedo que o arroz alagado.
Só no reino do Sião no século XX a cultura de arroz contava com mais de 40 variedade que se propagaram pelo mundo.
Nas Filipinas o principal alimento do povo é o arroz cuja principal variedade é a Binambang.
Os terrenos preferidos pelo arroz são férteis em consequência da decomposição efetuada pelas águas naturais. Sendo assim, a planta só prospera em terrenos que possam ser facilmente inundados.
Omo força alimentícia, não há vantagem alguma em juntar a farinha de arroz com a de trigo.
Os índios asiáticos preparam com a farinha de arroz o vinho de coco um pão muito apreciado por eles e denominado Apê.
Na Índia, é ingrediente principal de uma bebida chamada Sakki ou Samim e os japoneses fazem um vinho denominado Taki; na China e na Malásia o arroz com caldo de cana e a seiva de certas palmeiras se obtém uma bebida alcoólica chamada de Arak.
Á água de arroz é muito conhecida para tirar as sardas do rosto.
O amido de arroz é usado no fabrico de diferentes doces, porém seu principal emprego é na perfumaria e na farmácia.

BibliografiaPeckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

sábado, 28 de outubro de 2017

Entre a cidreira e o limão fica o cheiro do Capim Limão

Capim barata, Jacapé, Capim cidreira, Capim limão, Barba de boi, Paraturá, é o Killingia odorata, Vahla
Esta planta apresenta um curto rizoma com raízes delegadas e fortes, espalhadas em diversos sentidos; dele parte um grande número de rebentos que constituem os colonos, formando conforme a idade do vegetal, uma grande soqueira.
Estes colmos são cilíndricos na parte interna é de cor branca esverdeada, vemente amarelada, violácea purpura próximo da base.
As folhas mais antigas não tem bainha tão pulverulenta e são maior parte marcadas numa margem por friso de cor mais ou menos ruiva.
É uma planta nativa do Pará ao Rio de Janeiro.
As folhas do capim cheiros e os rebentos possuem um aroma forte, agradável semelhante ao da erva cidreira r ao do limão; tem um sabor adocicado a principio e depois ligeiramente amargo, picante, muito parecido com o das cascas do limão, mas não tão forte, porém, mais agradável, e o da parte interna do colmo mais adocicado do que amargo.
As folhas secas perdem completamente o aroma, permanecendo porém, um sabor levemente amargo.
A época do ano apropriada para a obtenção de óleo essencial é no meados de Agosto – Setembro, sento necessário colher a planta antes da inflorescência.
Para usos medicinais deve-se empregar a planta fresca; a alcoolatura, a infusão e o hidrolato são as únicas formulas farmacêuticas.
As folhas de capim cheiroso são vulgarmente usadas como aromáticas, antiespamodicas, diuréticas, diaforéticas, cientificamente se provou carminativa, ou seja facilita expulsão de gases do estomago; acalma as gastralgias e por isso são excitante estomáquico.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).


sábado, 21 de outubro de 2017

Alface D’ Água já era conhecida no antigo Egito

Pistia stratioces, Lin é planta encontrada na superfície das águas tranquilas, ocupando grande extensão e formando tapetes verdes.
Alface d'água
As suas folhas são dispostas em rosetas e as radicais tem pecíolo maior e mais largo do que as outras; são espatuladas, obtusas, com a face superior da cor verde aveludada, pulverulentas, tendo 7 nervuras simples e longitudinais; a face inferior é de cor verde pálida esbranquiçada e cutanilhosa; as folhas radicais tem 9 cm de comprimento sobre 2cm de largura; as folhas radicais tem 9 cm de comprimento sobre 2cm de largura na base e 6cm no ápice.
A multiplicação desta planta é muito curiosa. Geralmente desenvolve-se no individuo em pequeno rebento em forma de pecíolo que atinge as vezes 7cm e mais de comprimento sobre 5 milímetros de largura, emitindo na parte superior uma ou mais folhas que se desenvolvem a medida que a planta cresce até atingirem seu tamanho natural, e assim por diante vão constituindo outros indivíduos em varias direções, aos quais se acham ligados formando um conjunto de muitas plantas.


Este vegetal é o stratotes dos antigos egípcios e tinha fama de tornar a água, onde ela vegetal, nociva a saúde produzindo cólicas, desinteiras e febres palustres, propriedades essas que julgamos ser provavelmente produzidas pela água estagnada e não pela planta, que, ao contrário, pela vegetação a água torna-se límpida e cristalina, caso a água seja poluída o vegetal não se desenvolve e morre.[
As folhas são usadas em infusão, de 30 grs. para ½ l de água fervendo, que é dada em colheres de sopa na hematúria, nas hemoptises, na diabetes insipida, nos tumores erisipelatosos, na disenteria e nas afecções antiherpicas; o suco das folhas é acre, mucilaginoso e dizem que na dose de uma colher das de chá, de hora em hora, misturado com um pouco d’água, é de ação mais eficaz nas doenças mencionadas.
A planta fresca contusa é usada sob a forma de cataplasma como emoliente e também para resolver os tumores purulentos e os furúnculos.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

sábado, 14 de outubro de 2017

Alocasia macrorrhiza é veneno para o gado

É planta oriunda do Ceilão a Alocasia macrorrhiza, Schott cultivada no Brasil desde 1858. Aclimatou-se tão bem que em alguns lugares parece nativa.
Tem o caule de 2 a 5 metros de altura com 20 a 30 cm de diâmetro; com as folhas
longamente pecioladas; ovais agudas de 60 cm de comprimento; a inflorescência acha-se em um longo pedúnculo de 15 a 20 cm de comprimento, protegido por um espata de 21 cm de extensão; o fruto é uma baga de cor amarelada de 1 cm de comprimento sobre 7 cm de diâmetro.
A raiz tuberosa é mais ou menos cônica e às vezes atinge a 1 ½ de comprimento por 33 cm de diâmetro.
A sua cor é mais ou menos pardacenta e a parte interna Carnosa é leitosa e de cor avermelhada um pouco esbranquiçada para o centro, não tão mucilaginosa como outras espécies.
Essa tubera contusa produz, em contato com a epiderme, um prurido insuportável desenvolvendo-se uma erupção semelhante a de um eczema.
O suco leitoso que enxurda em pequena quantidade da raiz tuberosa.
Flor de Alocasia indica
A cultura desta planta  que no passado era feita em grande quantidade pelos fazendeiros, foi abandonada por não servir de alimento para os animais., pois produz emagrecimento no gado.
Na Índia utilizam-se desta planta, principalmente das folhas e do caule, para alinwro dos animais, porém antes são submetidas a uma cocção de algumas horas por serem toxicas quando não são bem cozidas.
As folhas tenras da planta depois de bem cozidas são tidas como um bom legume.
As folhas contusas são aplicadas em cataplasmas nas inflamações do corpo e também como antidoto na picada de insetos venenosos.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Um alimento que se confunde com medicamento

Xanthosoma sagittifolium, já teve o nome científico de Xanthosema villaceum, Schott e Arum nigrum, Velloso.
Popularmente conhecida como Taya, Taya-rana, Taya-uva, Tajá buasú, Tajal, Tayá-rans, Inhame taioba
No século XIX era uma planta muito cultivada nas regiões tropicais, porém é oriunda da Índia ocidental.
Folha de Taioba
Seu rizoma tuberoso parte das folhas que são ovais, de 20-30cm de comprimento com 15 -30cm de largura, com face superior de cor verde escura e a inferior de cor verde esbranquiçada; os  pecíolos que sustentam estas folhas são grossos, carnosos de 30-40cm de comprimento e de cor verde arroxeada.
A inflorescência é um espádice de 23 cm de extensão protegida por espádice tubular de 10 cm de comprimento, com a face externa de cor verde acinzentada, tendo as margens arroxeadas e a face interna de cor branca esverdinhada.
Rizoma de Taioba
O seu rizoma tuberoso assemelha-se ao do inhame e é conhecido por inhame de taioba; é de cor pardacenta, cheia de raízes fibrosas e circundado por muitas tuberas de vários tamanhos que servem para transplantação.
As tuberas e as folhas de taioba, depois de cozidas, servem de alimento, e o povo aconselha o seu uso na anemia e na opilação.
As folhas contusas são empregadas em cataplasmas nos furúnculos.
O inhame de taioba é carnoso, com a parte interna branca, mucilaginosa e um pouco leitosa. Este Inhame às vezes pesa mais de um quilo.
As tuberas têm a parte carnosa branca, mucilaginosa e um pouco leitosa.
Este suco leitoso ao contato do ar adquire a cor castanha.
Entre os legumes usados pelo povo sobressaem as folhas da tayoba por conterem iodo que podemos avaliar na proporção de 3 mm para mil grama de folhas frescas, as quais servem de alimento nutritivo por contarem com muito azoto.
O valor nutritivo deste alimento é o que aumenta a importância do seu cultivo.
É planta silvestre nos terrenos úmidos dos estados do sul e sudeste.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 1 de outubro de 2017

O Mangarito é o manjar das Américas

Xanthosoma sagitifolium, Schott popularmente conhecido como Mangarito ou Mangará mirim ou Mangarito.
Folha de Mangarito
É oriundo das Antilhas, tendo sido introduzido no Brasil pelos holandeses e geralmente cultivado em quase todos os estados tropicais.
É vegetal herbáceo que atinge um metro mais ou menos de altura; com as folhas ovais sagitadas, lobadas, de 50 cm de comprimento e com o pecíolo de um metro de extensão; inflorescência em espádice protegida por uma espada tubulosa de 6 a 7cm de comprimento e três a quatro de largura.
Desta espécie distingue-se as 3 variedades:
Mangarito Negro: de rizoma tuberoso, grande, circundado por pequenas tuberas de cor preta com a parte carnosa amarela escura e leitosa.
Rizoma de Mangarito amarelo
Mangarito Roxo: rizoma tuberoso, grande, acompanhado de pequenas tuberas arredondadas, tendo a epiderme de cor castanha na face externa e na interna de cor arroxeada; com a parte cernosa leitosa e de cor alaranjada.
Mangarito Branco: rizoma tuberoso, oblongo, achatado na parte superior, de 8 a 12 cm de comprimento sobre 6 a 8 de diâmetro; com a epiderme de cor pardacenta e a parte carnosa branca, muito pouco leitosa.
Este rizoma tuberoso é acompanhado de pequenas tuberas arredondadas, tendo a parte carnosa branca e isenta de suco leitoso.
Destas três variedades a terceira (mangarito branco) é a mais cultivada e procurada para a alimentação.
Rizoma de Mangarito Roxo
Do mangarito dedo de negro e do mangarito roxo só são usada para a alimentação as pequenas tuberas e o rizoma tuberoso, as folhas e os pecíolos servem depois de cozidos para sustento dos suínos.
As folhas do mangarito branco são empregadas na culinária como legume e as suas tuberas, assim como o rizoma tuberoso, são empregados misturados com farinha de milho para o fabrico de broas.
Estes rizomas servem de alimento no lugar de batatas; é um alimento bom e nutritivo.
O plantio destes mangaritos é feito por meio das pequenas tuberas.
O Mangarito roxo é o mais nutritivo um cloreto de ferro é o que dá a coloração azul quando sai líquido da tubera.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 24 de setembro de 2017

O fruto de banana de Imbé e açúcar vira doce.

É um arbusto elegante. Que geralmente atinge de dois a três metros de altura, sobre 10 -15cm de diâmetro tendo caule marcado pelas cicatrizes deixadas pelas folhas que caem; coroado no ápice por um grande número de folhas coriáceas recortadas, lustrosas na face superior e opacas na inferior, com o pecíolo de ½ metro de comprimento e de 1cm de diâmetro; inflorescência em espádices protegida por uma espada oval oblonga e coriácea tendo a face externa de cor purpura e a interna esbranquiçada.


Fruto de Macaco
Os frutos são bagas globosas de cor amarelada semelhante a uma grande espiga de milho.

Floresce no mês de setembro e tem fruto em fevereiro é comum no sudeste brasileiro.
Philodendum penatifolium


O fruto é muito apreciado pelos indígenas, assim como pelos macacos e morcegos.
As sementes são tidas como vermífugas.
As bagas maduras são carnosas, suculentas, mucilaginosas, de sabor acido adocicado um pouco desagradável e são usadas também para doces.
Os frutos são comestíveis e misturados com açúcar servem para confecção de doces. A raiz é tida como drástica.
Desta espécie existem muitas variedades, todas cultivadas como plantas de adorno para jardins.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 17 de setembro de 2017

A raiz da Jararaca é antidoto para picada de cobra

A raiz tuberosa emite uma haste de ½ a 2 metros de comprimento sobre 2 a 4 cm de diâmetro, manchada de preto e branca esverdeada que dá a aparência de cobra jararaca, tendo no ápice uma ou duas folhas lobadas e invaginantes. A inflorescência é um espádice cilíndrica de 4 -5 cm de extensão, protegida por uma espada de cor arroxeada, de 10 a 20cm de comprimento.

Habita a Mata Atlântica entre os estados do Rio de Janeiro, Minas, Espirito Santo e Bahia.
Sua tubera é suculenta e contusa, espalha um forte aroma de rabão, o seu suco tem cor amarelada de sabor ligeiramente ácido e provoca ardor na faringe. Este suco fervido perde estas propriedades, depois de algum tempo em repouso torna-se gelatinoso pela quantidade de matéria pectinosa que contem.
A raiz tuberosa, assada sobre brasa, serve de alimento aos indígenas.
A tubera contusa com aguardente e dado em pequenos cálices, como antídoto do veneno das cobras, aplicando o resíduo da polpa sobre o lugar da mordedura.
A raiz tuberosa seca reduzida a pó é também aplicada na dose de 1 a 2 ml para ser tomada contra a mordedura de cobras; na asma, dá-se o pó na dose de 50centigramas 2 vezes ao dia; na clorose, na amenorreia dá-se 30 centigramas 3 vezes ao dia e na coqueluche na dose de 3 a 5 centigramas 4 vezes ao dia, conforme a idade.
As folhas e as hastes contusas são empregadas vulgarmente para a cura das ulceras de mau caráter, para aplicar na forma de pasta sobre as mesmas, 2 vezes ao dia.
Dizem que envolvendo os queijos nas folhas desta planta preserva-se dos bichos.


Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 10 de setembro de 2017

O Agave Americana tem coração com água de mel.

Agave Americana, Lin é uma planta vivaz que cresce espontaneamente no México sobre os rochedos, e a muito tempo cultivadas no brasil ara ornamentação de jardins.
As suas folhas tem 3 metros mais ou menos de comprimento; são carnosas e cheias de dentes espinhosos, dispostas em roseta ao redor de uma pequena haste de onde parte o ramo florífero que somente se desenvolve dez ou doze anos. Esse ramo florifico, ou mais propriamente longo pedúnculo, cresce tão rapidamente que, no fim de alguns dias, atinge muitos metros de comprimento; termina por uma inflorescência em forma de candelabro, muito ramosa com milhares de flores amarelas mais ou menos esverdinhadas; o fruto é capsular e tem muitas sementes achatadas; as raízes são fibrosas.
Agave Americana, Lin
Os indígenas do México extraem do pedúnculo floral denominado por eles de “Coração”, um suco conhecido por água de mel que dá depois de fermentado, uma bebida alcoólica muito apreciada por eles denominada Pulque ou Octli.
Para a extração desse suco seguem o seguinte processo: Cortam as folhas menores e mais centrais, depois aparam as outras de maneira que deem entrada ao individuo encarregado de fazer o corte no grande pedúnculo, que é cortado na parte inferior por meio de uma espécie de colher de ferro de cabo comprido de modo que se possa acumular uma  certa quantidade do liquido que é retirado por meio de uma cabaça comprida e daí acondicionada em bolsas de couro que são levadas para as adegas onde o liquido fermenta rapidamente.
Esta seiva é retirada durante quatro meses mais ou menos, regulando fornecer cada planta perto de duzentos litros.
O líquido possui um sabor adocicado, acido no momento da extração, e a bebida fermentada se assemelha ao vinho de maças, tem cor opalescente e um aroma particular que,  pelo uso de um método aperfeiçoado, pode se obter um liquido alcoólico transparente de aroma não agradável.
Esta bebida dá pela destilação uma aguardente semelhante ao arrac denominada Mexical.
Nas Antilhas e Equador, onde a planta é também muito cultivada, o suco é evaporado a consistência de mel em vez de açúcar que é conhecido por Chaquasmisque.
Das folhas do vegetal se extrai grande quantidade de fibras conhecidas  por fibras de aloés ou de pita que servem para fabrico de cordas, de diversos tecidos.
Os antigos habitantes do México preparavam antigamente com as folhas uma qualidade de papel duro no qual escreviam e desenhavam com tintas especiais, de diferente cores de origem vegetal, tintas essas tão firmes que hoje encontram-se exemplares com diversos  hieróglifos em  perfeito estado apesar dos 400 de sua existência.
O suco fresco extraído das folhas é considerado um bom diurético e usado os cálices contra os cálculos biliares; na dose de algumas colheres por dia, é empregado nas obstruções do fígado e também como antissifilítico.
A raiz tem o mesmo uso da salsaparrilha. Os novos rebentos do pendunculo floral são usados na culinária.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 3 de setembro de 2017

A Carnaubeira e suas muitas utilidades no século XIX

Esta palmeira, que é uma das mais vulgares da província do Ceará, habita também as províncias da Bahia, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, mato grosso, Pernambuco e Maranhã.
Carnaubeira , Copernicia cerifera, Mart.
Este vegetal resiste tanto as grandes inundações como as mais rigorosas secas.
Na província do Ceará, que é quase sempre flagrada pela seca, desaparecendo campos verdejantes e até as matas espessas, as florestas de carnaubeiras são as únicas que se conservam em seu belo estado.


A madeira do tronco é fibrosa, muito dura, leve, de cor pardacenta riscada de preto. É madeira é usada na construção civil.
Da medula do tronco extrai-se uma fécula amelace semelhante ao sagu é muito branca.
O pedúnculo floral, antes de completo desenvolvimento, extrae-se um suco adocicado que serve de bebida e pela fermentação fornece um liquido alcoolico semelhante ao vinho e de sabor agradável.
O palmito é muito saboroso e apreciado na culinária.
As folhas fornecem um pó escamoso muito leve e de cor cinzenta amarelada.
Para a extração desta cera, que cobre as folhas novas, principalmente na face inferior, cortam as folhas antes do seu desabrochamento deixam expostas ao sol até secarem, depois de batidas com pequenas varasaté não sair mais pó algum e neste estado a cera apresenta mistura com muitas fibras.
Para purificar a cera bruta fundem-se so misturado com água, depois coam e deixarão esfriar.
Cada palmeira regula ter 6 a 10 folhas novas, mas que não devem todas ser cortadas ao mesmo, tempo, para que a planta não morra, deixando sempre as mais novas; mas, como o seu desenvolvimento é rápido, podem cortar as folhas duas vezes por ano.
A cor de carnaúba que existe no comercio é em massa compacta, dura, quebradiça e de cor amarelada lustrosa.
As folhas da palmeira, além de fornecerem cera, servem para cobrir casas, para o fabrico de cestos, leques, chapéus, esteiras, vassouras e papel.
Os frutos verdes, depois de fervidos em água até tornarem-se moles e aquecidos com leite, servem de alimento. Quando maduros, tem uma parte polposa, de sabor adocicado e no tempo das grandes secas servem de alimento ao gado.
A amêndoa, socada e fervida com água ou leite, dá um mingau que é muito apreciado como alimento pelos habitantes onde a planta cresce.
Torras as amêndoas são usadas em infuão como café.
O óleo é de cor esverdeada, tema consistência do sebo.
As raízes da Carnaubeira são cumpridas de 5mm de diâmetro, cor pardacenta avermelhada na face externa, e , na interna, ligeiramente fibros, e de cor acinzentada.
Estas raízes assemelham-se as japecanga e são usadas em vez de salsaparrilha contra as afecções cutâneas, artríticas e sifilíticas. O cozimento é feito na proporção de 60 grs de raízes para 1 litro de água que é usado na dose de 3-4 cálices por dia.
Os indígenas e os sertanejos extraem das cinzas da raiz um sal, que é empregado da mesma maneira e para os mesmos fins que o sal de cozinha.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).

domingo, 27 de agosto de 2017

As bromélias brasileiras e suas muitas utilidades no passado


Não há quem conheça uma bromélia em flor e não se apaixone por esta família. Sua graça está na diversidade das cores e formas de suas flores.. Como as orquídeas têm a sua diversidade de colecionadores, fotógrafos, adoradores e ilustradores. As ilustrações mais antigas deste vegetal são de Piso e Macgraf, holandeses que primeiro ilustram a flora brasileira, depois foi a vez de Frei Veloso que em preto e branco no bico de pena ilustrou uma diversidade enorme de bromélia. Porém nada em beleza se iguala a coleção de ilustrações de Margaret Mee. Naturalista inglesa que esteve por vários anos nas matas pelo Brasil ilustrando com singularidade as nossas bromélias.
Aqui, no entanto, vamos falar da utilidade destas plantas para os brasileiros do século XIX através do trabalho dos farmacêuticos Theodoro e Gusta Peckolt.
O Caroatá habitava terrenos desérticos no vale do São Francisco e no Ceará.
Gravatá
Os indígenas extraiam das folhas uma fibra forte que servia para o fabrico de redes. Este gênero foi estudado pela primeira vez pelo botânico Gustave Johannes, que publicou seu trabalho em 1772 e depois Karlskrona, um botânico da Escandinávia, publicou uma evolução do primeiro trabalho em 1811.
A espécie popularmente conhecida como Barba de Velho ou Crina vegetal era usada para encher almofadas e colchoes. Para os pássaros, Papa-moscas, eram úteis para fazer os ninhos.
A planta verde era usada em cozimento contra problema do fígado; fervida com, banha é usada como anti-hemorroida, já a planta amassada era usada contra hérnia.
Na medicina popular, os frutos do Caroatá é usado no preparo de xaropes e chás contra gripe, tosse e pneumonia]
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).



domingo, 20 de agosto de 2017

O Ananás como planta medicinal no século XIX

O químico Adet foi que analisou por primeira vez os princípios ativos do Ananás e achou: ácido cítrico, acido tartárico, acido málico, açúcar, pequena quantidade de albumina e diversos sais.

A parte lustrosa que existe na casca do fruto, semelhante a um verniz, é proveniente de uma substância corante cerácea, que serve para proteger o fruto contra a umidade; nesta casca um princípio aromático agradável que é própria da família dos ananás.
A abacaxi e o ananás vermelho são frutos muito apreciados pelo sabor doce e agradável que tem a parte carnosa, e são tidos como muito saudáveis, facilitam a digestão e são considerados muito úteis para quem tem cálculos na bexiga, porém muito prejudiciais nas afecções cutâneas.
O suco obtido do fruto maduro é usado aos cálices como diurético e emenagogo e do fruto verde é usado em pequenas doses como antielmintico e desobstruente, em grandes doses é tido como abortivo.
Os indígenas preparavam por fermentação com suco do fruto maduro uma bebida alcoólica, que muito apreciada. Também por fermentação do fruto é obtido o vinho de ananás, usado como estomacal usado contra vômitos.
As folhas do ananás fornecem uma boa fibra, em 1830 a incansável naturalista, Arruda Camara mostrou as vantagens e utilidade destas fibras que para sua preparação só precisavam de um dia.
Na China, o ananás é cultivado em grande escala com o fim de extraírem de suas folhas as fibras que servem para o fabrico de um tecido branco muito apreciado, e que imita a cambraia que se chama Nunn.
O suco do ananás bravo é irritante e corrosivo, pois irrita fortemente a mucosa gastro intestinal.
Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).



domingo, 13 de agosto de 2017

Cará e inhame são alimentos antigos na culinária nacional.

Muito consumido no Norte e Nordeste do Brasil, o cará apresenta tamanho médio para grande, lembra muito a batata inglesa, tem casca lisa e interior branco. Já o inhame é pequeno e redondo, possui casca com mini raízes que lembram pelos, os quais formam linhas, e seu interior fica entre o cinza e o bege depois de cozido. 
Dioscorea bulbifera
No século XIX os caras foram estudados por Gustavo e Theodoro Peckolt e publicados suas histórias no livro História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil. Neste livro a Dioscorea bulbifera, Linn, Conhecida popularmente como batata de rama, Cará sapateiro, cará de espinhos, cará do ar ou cará de São Tomé.
Esta espécie é oriunda da Índia Oriental, mas foi introduzida no Brasil pelo holandeses que a trouxeram da ilha de São Tomé, tendo se vulgarizado de tal forma que pode ser considerada planta nativa.
Dioscorea aculeata
Eram usadas cozidas no preparo de diversos alimentos. Suco de cará cru é diurético em enérgico. Ralando as batas se faz cataplasma para resolver furúnculos.
Dioscorea aculeata, Linn vulgarmente conhecido como inhame da costa ou cará da Guiné é planta originaria da Índia, sua verdadeira pátria. Porém vegeta naturalmente na Oceania.
Cará roxo, Dioscorea purpúrea, Roxb . Planta introduzida no Brasil pelo Conde de Nova Friburgo. Hoje muito consumida na Amazônia.

 Dioscorea purpúrea
Em termos nutricionais, Tanto os caras como os inhames são consideradas bastante calóricas, possuem grande quantidade de vitaminas do complexo B, principalmente B5 (Niacina) e B1 (Tiamina), estimulando o apetite e auxiliando no processo digestivo. São ricos ainda em fibras solúveis, cálcio, ferro e potássio. O seu consumo é indicado também para pessoas que sofrem de gastrite e úlceras, por ser um alimento de fácil digestão e absorção. Só é preciso tomar cuidado com o seu consumo, pois 100 gramas do produto trazem cerca de 78 kcal. 

domingo, 6 de agosto de 2017

O Coco de Dendê é perfeitamente adaptado no Brasil

Esta palmeira é considerada oriunda da África tropical, e conforme Von Martius, não existem dados positivos sobre a sua introdução no Brasil, mas é quase certo que foram os escravos que introduziram o cultivo e adaptação da planta

O Dr. O. Drude considerada o Dendê indígena das regiões tropicais e equatoriais da América do Sul e crê que os seus frutos fossem levados desde épocas remotas, pela correnteza do mar ou por outro qualquer meio, para a Costa da Guiné onde, achando clima e tempo apropriados, se desenvolveu em toda a sua plenitude, não tendo sido até hoje encontrado propriamente em estado selvagem na região africana, mas somente cultivado nos lugares habitados.
Este sábio botânico é também de opinião que no Brasil deve existir uma ou mais espécies do gênero Elvis que mais se aproxime do Coco de Dendê, a não ser o Elais melanococa.
O coqueiro de dendê é cultivado em quase todos os estados tropicais do país.
O Coqueiro de dendê cresce muito lentamente e para o seu caule alcançar de 8 a 10m de altura são precisos uns 25 anos mais ou menos.
O seu caule trás na base as folhas, tendo em parte o pecíolo da mesmo ereto; é coroado na parte superior por 10-20 folhas de quase quatro metros de comprimento com os pecíolos armados de espinhos.
A inflorescência parte do meio das folhas em espádices ramosas as vezes em numero de 8, tendo as flores masculinas e as femininas separadas em 2 regimes diferentes, sendo cada um deles protegidos pro uma dupla espata; o cálice e a corola tem 3 divisões, as estaminas são em número de 6 e o ovário tem 3 lojas, achando-se duas obliteradas.
Por vários séculos o óleo de dendê foi falsificado, porque custava muito caro e havia grande falta de óleo no país; apesar da culinária africana e brasileira usar cada vez mais o óleo para o preparo de muitas iguarias. Hoje já temos produção nacional.
O óleo de dendê , recentemente fundido e introduzido em recipiente para conservação e cheio completamente, e depois fechados hermeticamente, conserva-se por tempo indefinido, não perdendo a cor amarelada, nem o seu aroma, e nem as outras propriedades, mas  ao ficar em contato com pequena quantidade de ar, altera-se descorando, rancificando pouco a pouco.
Essa transformação dá lugar à produção de uma certa quantidade de glicerina que segundo Pelouse e Boudet, diminui a proporção que o óleo torna-se mais rançoso, visto a glicerina se decompor e formar acido sebáceo.
Na medicina popular o azeite de dendê é usado para fricção, contra o reumatismo e também contra doenças de pele.

Bibliografia: Peckolt – Theodoro e Gustavo - História das Plantas Medicinais e Úteis do Brasil (1888-1914).