domingo, 12 de maio de 2013

Plantas medicinais, composição química, uso terapêutico


Cipó Imbe  - Philodendron Imbê Schott
Composição Química: ácido oraganico volátil (acido philodendrico); Imbeina, ácidos orgânicos, resina mole, a-resina, b-resina, acido resinoso; acido tânico, principio gorduroso, substancia albuminosa, gomas etc.
O acido orgânico volátil (acido Philodendrico) foi obtido pela desrilição das raízes frescas; é líquido de sabor picante, de aroma ativo próprio da raiz. A Imbeina é um glucoside amorpho, solúvel no clorofórmio, no álcool a 40º, na água; o seu sabor é amargo.
Uso terapêutico: As folhas frescas contusas são empregadas para limpar as ulceras e favorecer a sua cicatrização
O cozimento das folhas frescas é muito usado em banhos nas inflamações dos testículos e também é aplicado em compressas ou fomentações nas dores reumáticas assim como nos tumores gotosos.

ScillaSquilla insulares, Jord. Squilla littoralis, Squilla matitima, Steinh
Scilla marítima
Composição química: O princípio ativo da scilla pode ser fracionado em duas partes: uma dificilmente solúvel na água: Scillareno A e outra facilemente solúvel Scillareno B. Além destes também encontramos grande quantidade de água, açúcar, tanino, scillitina, scillidiuretina, xantoscilldina, sinistrina (hydrato de carbono) traços de substância volátil e graxas.
Pode-se dizer que a substancia ativa dos bulbos da scilla, é uma mistura de glucosidos. A maior parte desta mistura é constituída pelo scillareno A, que é dificilmente solúvel em água e em vários solventes orgânicos. É uma substancia que cristaliza bem.
O scillareno A é muito sensível  aos agentes hidroliticos; em soluto aquoso, desdobra-se em parte menos aquecido a 70-80º, tornando-se desta maneira inativo. A aglicona que se forma na hydrolise e que Stoll batisou com o nome de Scillaridina A é quase ineficaz; forma-se também um disacharideo que se decompõe, por uma ulterior hidrolise em glicose e rhamose. É ainda pouco conhecida a outra parte da mistura de glucoside, a que se deu o nome de scillareno B. É facilmente solúvel em água e mais difícil de hidrolisae do que oscillareno A. Ainda não foi possível cristalizá-lo.
Uso Terapêutico: Os bulbos de scilla são usados como diuréticos na hidropsia cardíaca, expectorante nas bronquites.
O scillareno é um cardiotonico, um antisystolico, um diurético geral azouturico.
A scillaine possui propriedades diuréticas e cardiotonicas análogas ás da strophantina, é usa-se o a na dose de 0,gr0005 a 0,gr002 por dia.
Para Stoll para o soluto injetável emprega-se o scillareno B por causa da sua maior solubilidade e insiterabilidade em comparação com o scillareno A.
Para E. Rothlin, a scillaridina B, que é a aglicona do scillareno B, exerce um efeito muito mais fraco do que o glucosido; atua com mais rapidez, podendo separar-se pela lavagem, mais facilmente do este.
Por outro lado o scillareno B fixa-se melhor ao miocárdio do que o scillareno A.
O pó pode ser empregado na dose de 0,3 gr 3 a 4 vezes ao dia.
A scilla encontra o seu campo de aplicação nas afecções miocárdicas descompensadas, nas lesões valvulares e em determinadas ocasiões também nas perturbações de condução sem descompensação. Em oposição a outra referências, o autor não encontrou, até agora, nenhuma utilidade no emprego da scilla marítima na insuficiência descompensada.

Bibliografia: Revista da Flora Medicinal –out. 1938 – Farmacêuticos Jayme P. Gomes da Cruz e Oswaldo A. Costa.

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